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Pedalando pelas ciclovias da Coreia do Sul

Pedalando pelas ciclovias da Coreia do Sul

Pedalando pelas ciclovias da  Coreia do Sul

Uma experiência inesquecível no país dos doramas

702,3 km foi a distância que percorri ao longo dos quatro rios — Han, Nakdong, Geum e Yeongsan — que compõem a rota (houve alguns desvios – oficialmente são 633 km). No geral, cumpri uma média de 70,2 km por dia, com pico de 103 km no 2º dia.

10 Etapas: esse foi o número de dias efetivos de ciclismo que levei para completar o percurso. Mas houve cidades em que permaneci mais dias (como Seoul e Busan). Considerando todas as paradas, viajei pelo país por 26 dias, incluindo a Ilha de Jeju.

1 país: Coreia do Sul.

Durante o percurso, além das belas paisagens naturais, pude explorar uma variedade de atrações culturais, históricas e gastronômicas.

Parte 1: Planejamento – Tudo o que você precisa saber antes de pedalar

Parte 2: está relacionada à minha viagem. Os lugares que visitei, as cidades, as vilas e todos os momentos de liberdade que desfrutei.

As Ciclovias da Coreia do Sul

O governo da Coreia do Sul iniciou seu ambicioso projeto de ciclovias em 2007, como parte do Projeto dos Quatro Grandes Rios (Four Major Rivers Restoration Project). O objetivo inicial era restaurar os principais rios do país — Han, Nakdong, Geum e Yeongsan — com o intuito de prevenir enchentes, melhorar a qualidade da água e promover o turismo sustentável.

A criação das ciclovias foi incorporada como um componente estratégico desse projeto, alinhando desenvolvimento ambiental, mobilidade ativa e lazer ao ar livre. Como resultado, hoje existem dez rotas de ciclismo certificadas pelo governo, conhecidas como parte do sistema Korea Cross-Country Cycling Road (KCCR).

Essas rotas são reconhecidas por sua infraestrutura segura, sinalização eficiente e pelos postos de certificação com carimbos, onde os ciclistas registram sua jornada em um passaporte oficial de ciclismo — um verdadeiro incentivo para explorar o país sobre duas rodas.

As ciclovias são:

    • Four Rivers Trail: conecta Incheon a Busan.
    • Ara Bike Path: ponto de partida simbólico, ligando Incheon a Seul.
    • Hangang Bike Path: segue o rio Han dentro da capital.
    • Nakdonggang Bike Path: acompanha o rio Nakdong até Busan.
    • Saerom Bike Path: segue o rio Geum entre Daejeon e Gunsan.
    • Yeongsangang Bike Path: liga Damyang a Mokpo, no sudoeste.
    • Seomjingang Bike Path: vai de Gokseong a Hadong.
    • Gangwon East Coast Path: percorre o litoral leste do país.
    • Jeju Fantasy Bike Path: contorna a ilha vulcânica de Jeju.
    • DMZ Peace Trail: rota simbólica próxima à fronteira com a Coreia do Norte.

Minha Escolha: Four Rivers Trail – A Trilha Mais Famosa da Coreia do Sul

A mais conhecida entre todas as rotas é a Four Rivers Trail, e foi justamente essa que escolhi percorrer. Essa trilha conecta Incheon a Busan, atravessando o país de norte a sul por aproximadamente 633 km, e segue o curso dos quatro grandes rios coreanos – Hangang, Nakdonggang, Geumgang e Yeongsangang, por ciclovias exclusivas. Trata-se de uma rota incrível, que combina paisagens naturais, cidades vibrantes e um toque de espiritualidade a cada pedalada.

Four Rivers Trail (ou Four Rivers Path) é, na verdade, uma junção de quatro ciclovias individuais. São ela

 Ara Bike Path: o ponto de partida simbólico

O início da jornada acontece na Ara Bike Path, um trecho de 21 km que liga Incheon ao rio Han, em Seul. É uma introdução perfeita para a viagem: plana, tranquila e com uma bela estrutura à beira do canal.

 Hangang Bike Path: pedalando em Seul

Dentro da capital, a rota segue pela Hangang Bike Path, uma das ciclovias urbanas mais encantadoras da Ásia. Pedalar pelas margens do rio Han é uma experiência única — com parques, cafés, áreas de descanso e uma vista privilegiada dos arranha-céus e pontes de Seul.

Saejae Bike Path: o trecho mais desafiador (e recompensador)

Entre Mungyeong e Sangju, a rota cruza a histórica Saejae Bike Path, um dos trechos mais exigentes fisicamente da Four Rivers Trail. São subidas intensas e curvas em meio às montanhas, mas também um mergulho na história: esse caminho era usado por estudiosos coreanos durante a Dinastia Joseon, rumo aos exames imperiais. No topo da serra, o esforço é recompensado com paisagens deslumbrantes e o silêncio das florestas.

Nakdonggang Bike Path: do interior ao litoral

Mais ao sul, já fora da capital, a trilha segue pela Nakdonggang Bike Path, que acompanha o rio Nakdong de Andong até Busan, cobrindo cerca de 389 km. Esse trecho é um convite à contemplação: arrozais, templos tradicionais, pequenas cidades e pontes suspensas compõem um cenário que muda a cada dia.

Características do Percurso

A rota apresenta ciclovias exclusivas, todas pavimentadas e bem-sinalizadas, oferecendo um percurso seguro e agradável para quem pedala. 

 

A altimetria do percurso é, em sua maioria, plana, o que torna a rota ideal tanto para iniciantes quanto para ciclistas mais experientes. Existem alguns trechos mais exigentes, como a passagem de Mungyeong Saejae, que, apesar do desafio, são curtos e recompensadores.

A direção mais comum da rota é no sentido norte para sul, partindo de Seul em direção a Busan. Esse trajeto acompanha a corrente dos rios e, geralmente, conta com o vento a favor, o que facilita ainda mais a pedalada.

Sinalização

Apesar de a Coreia do Sul ser amplamente reconhecida pela qualidade de sua infraestrutura cicloviária, é importante destacar que a sinalização ao longo da Rota dos 4 Rios é majoritariamente em coreano. Placas indicativas, mapas e até os totens dos postos de carimbo (certification booths) costumam ter poucas informações em inglês — ou nenhuma.

 

Ainda assim, o percurso é bem demarcado, com placas  indicando a direção da rota principal, setas pintadas no chão e marcos quilométricos frequentes. A consistência visual dos sinais (cores, formatos e localização) ajuda bastante na navegação, mesmo sem compreender o idioma.

Muitas vezes consegui seguir o caminho sem grandes dificuldades, especialmente com a ajuda do aplicativo de navegação o Naver Map o, que funciona muito bem no país. Também usei com frequência o tradutor de imagens, que foi essencial para entender placas e instruções escritas apenas em coreano.

Portanto, embora a barreira do idioma exista, a estrutura física e a lógica da sinalização tornam o trajeto acessível — desde que o cicloturista esteja minimamente preparado com recursos de tradução ou mapas offline.

Quantos dias são necessários?

Percorri a ciclovia em 10 etapas, contemplando diversas cidades, vilas e belezas naturais. Optei por um ritmo mais lento (“slow velo”), o que me permitiu aproveitar melhor a jornada. Quem tem menos tempo pode reduzir o percurso pela metade, pedalando distâncias maiores por dia.

Qual bicicleta levar ou alugar para a Four Rivers Trail?

Uma bicicleta híbrida ou mountain bike é a escolha ideal para pedalar a rota Incheon–Busan (Four Rivers Trail). Durante o percurso, encontrei ambos os tipos, mas as híbridas eram mais comuns por oferecerem maior conforto e desempenho nas ciclovias bem pavimentadas da Coreia do Sul.

Como a rota é longa e linear, levar sua própria bicicleta pode ser vantajoso, especialmente se você já estiver habituado ao seu equipamento. No meu caso, por questões logísticas (tinha compromissos em outros países da Ásia após o trajeto), optei por alugar uma bicicleta em Seoul — e foi uma excelente escolha.

A cidade oferece boas opções de locadoras especializadas na Four Rivers Trail, com estrutura para aluguel de longo prazo, acessórios para cicloturismo e retirada da bicicleta em Busan, ao final do percurso.

Onde alugar bicicleta em Seoul:

Em Seul, há várias opções confiáveis para aluguel de bicicletas, com estruturas voltadas especialmente para quem pretende percorrer longas distâncias como a rota até Busan. Uma delas é a Bike Rental Korea, localizada em Mapo-gu, nas proximidades do rio Han. A loja oferece diversos modelos, incluindo bicicletas touring, híbridas, mountain bikes e e-bikes, além de fornecer acessórios essenciais como capacete, luzes, bagageiros e bomba. Também disponibiliza a opção de devolução em Busan, facilitando o planejamento da viagem.

A minha escolha foi a Bike Nara, que faz parte da rede Giant. Eles oferecem aluguel prolongado com alforjes, atendimento em inglês e a possibilidade de combinar entrega ou devolução da bicicleta em Busan mediante consulta prévia. A experiência foi bastante positiva e o suporte prestado me deu segurança para iniciar a jornada.

Outra alternativa bastante popular é a Bikeropros, também situada junto ao rio Han. Com um acervo de mais de 600 bicicletas — entre modelos MTB, touring, speed e elétricas —, a loja oferece retirada e devolução em Busan e conta com suporte técnico incluso, o que é um diferencial interessante para quem busca mais comodidade durante a viagem.

Caso Decida Levar sua Bicicleta

Escolher a companhia aérea certa é um dos primeiros passos importantes para quem pretende viajar com bicicleta para a Coreia do Sul. Durante meu planejamento, pesquisei várias opções e, entre as mais recomendadas, estavam a Korean Air, Delta Airlines e United Airlines – cada uma com suas particularidades, vantagens e políticas específicas para o transporte de bicicletas.

A Korean Air,

Companhia de bandeira da Coreia do Sul, tem uma reputação consolidada: é certificada como companhia aérea 5 estrelas pela Skytrax e é conhecida pelos altos padrões de atendimento e conforto. Um dos principais atrativos é sua política generosa em relação às bicicletas. Se estiverem embaladas corretamente em uma caixa rígida ou bolsa apropriada e não ultrapassarem os 23 kg, elas são aceitas como bagagem despachada sem custo adicional. Para mim, essa combinação de excelência no serviço e praticidade no transporte da bicicleta fez da Korean Air uma das melhores opções, ainda mais por oferecer voos diretos para as principais cidades sul-coreanas – uma grande vantagem para quem quer iniciar a rota de Seul a Busan sem complicações.

Delta Airlines,

por sua vez, também oferece uma política amigável para ciclistas. As bicicletas são aceitas como bagagem despachada padrão, desde que embaladas em caixas apropriadas e dentro das dimensões permitidas. Não há taxa adicional específica para o transporte da bicicleta, o que é um alívio. No entanto, se o peso ultrapassar os 23 kg, uma taxa de US$ 100 pode ser cobrada. A clareza nas regras e a frequência de voos para a Coreia tornam a Delta uma escolha bastante conveniente.

United Airlines

Segue uma linha parecida: aceita bicicletas como bagagem despachada, sem taxas extras específicas, desde que estejam dentro dos limites de peso. As condições são praticamente iguais às da Delta, com uma taxa adicional em caso de excesso de peso, que pode variar conforme o destino. A política é transparente e, de modo geral, trata as bicicletas com mais consideração do que muitas outras companhias aéreas.

Dicas

Independentemente da companhia escolhida, algumas dicas práticas podem tornar a experiência de viajar com bicicleta muito mais tranquila. Investir em uma caixa de boa qualidade é essencial para proteger o equipamento durante o voo, especialmente em rotas longas. Se o conjunto bicicleta + bagagem ultrapassar o peso permitido, vale a pena redistribuir os itens entre a mala despachada e a bagagem de mão para evitar taxas extras.

Também é recomendável informar a companhia aérea com antecedência sobre o transporte da bicicleta, mesmo quando isso não for obrigatório. Levar uma cópia impressa da política de transporte de bicicletas da companhia, assim como o comprovante da sua reserva com eventuais taxas já pagas, pode evitar dores de cabeça no balcão de check-in. E, para quem quer ainda mais segurança, colocar um rastreador GPS – como um AirTag – no estojo da bicicleta ajuda a acompanhar sua localização durante a viagem.

O seguro de viagem é outro ponto a considerar, principalmente se a bicicleta tiver alto valor. Além disso, é importante conhecer as regras locais de trânsito e ciclismo na Coreia, principalmente as relacionadas à famosa Rota Cross-Country que liga Seul a Busan. Levar ferramentas básicas e peças sobressalentes na bagagem despachada pode salvar o passeio em caso de pequenos problemas mecânicos.

Viajar com bicicleta exige planejamento, mas com as companhias certas e algumas precauções, a experiência de pedalar pela Coreia do Sul pode começar com o pé direito – ou melhor, com o pedal certo.

O que levar no alforje

Quando se trata de bagagem, vale o seguinte: o mínimo possível, o máximo necessário. Aqui está uma lista (link para a matéria no blog) do que, na minha opinião, são as coisas mais importantes a se levar.

Além disso, não se esqueça de verificar sua bicicleta cuidadosamente antes da viagem. Viajar de bicicleta é definitivamente mais divertido quando as marchas e os freios estão ajustados corretamente e todas as partes móveis estão bem lubrificadas. Você também deve verificar os pneus antes do passeio. Recomendo aprender o básico de mecânica de bicicleta, como, por exemplo, trocar um pneu.

É aconselhável ter algumas ferramentas na bagagem: alavanca de pneu, kit de reparação/câmara de substituição e, claro, uma bomba de bicicleta.

Aconselho também a levar um kit de primeiros socorros.

Quando ir

Melhor é entre maio e setembro. Prefiro de abril a início de novembro, evitando agosto (férias escolares e calor intenso). Minha viagem foi em meados de abril e começo de maio de 2025.

Chegada e Partida

O ponto de chegada é Incheon, onde está localizado o principal aeroporto internacional da Coreia do Sul. Se você levar sua bicicleta, pode sair pedalando diretamente do aeroporto.

Como aluguei minha bicicleta em Seoul, do aeroporto segui para a cidade, me hospedei no hotel previamente reservado e fui até a loja da Giant para fazer os ajustes antes de iniciar a jornada.

Retorno: de Busan para Seoul

Ao final do percurso, é possível voltar a Seoul de ônibus intermunicipal ou expresso, que permitem bicicletas montadas no bagageiro sem custo extra. Já o trem KTX (alta velocidade) não aceita bicicletas montadas — apenas dobráveis ou desmontadas e embaladas, com restrições.

Uma alternativa é o trem ITX-Cheongchun, que aceita bicicletas montadas em vagões especiais, mediante reserva antecipada.

Para reservas, use o site ou app Let’s Korail e consulte o Korea By Bike.

Navegação e Apps Recomendados

Para navegação ao longo da rota dos Quatro Rios na Coreia do Sul, os aplicativos mais recomendados são o Naver Map, amplamente utilizado e confiável, e o Kakao Map, que também é uma alternativa local eficiente. Embora populares em outros países, aplicativos como o Google Maps NÃO FUNCIONAN na Coreia, sendo pouco precisos e limitados em navegação. Para quem prefere utilizar arquivos GPX, plataformas como Komoot e RideWithGPS são ótimas opções. Os arquivos GPX da rota podem ser baixados diretamente nos sites Korea By Bike, Rolling Existence, Komoot ou Strava, garantindo que você tenha acesso aos trechos atualizados e possa navegar com segurança mesmo offline.

Certificação e Medalha Oficial

Ao longo da rota dos Quatro Rios, os cicloviajantes podem participar de um sistema de certificação bastante valorizado tanto por coreanos quanto por estrangeiros. A cada trecho da trilha, há cabines vermelhas conhecidas como Stamp Booths, onde é possível registrar sua passagem com carimbos oficiais. Para participar, é necessário adquirir o Bike Passport, disponível em Yeouido, Incheon ou online.

 

À medida que você pedala, vai carimbando o passaporte nessas estações distribuídas pelo caminho. No final da jornada, ao chegar a Busan (ou retornar a Seul), basta apresentar o passaporte completo em um centro da K-Water para receber uma medalha oficial e um certificado de conclusão emitido pelo governo coreano — uma lembrança única e simbólica da travessia.

Estrutura de Apoio ao Ciclista

A estrutura de apoio ao ciclista ao longo da Rota é bastante eficiente. Há áreas de descanso cobertas distribuídas estrategicamente, fontes de água potável e banheiros públicos bem conservados, além dos postos de carimbo (Stamp Booths) para quem participa da certificação oficial. Encontrei até barraca com equipamentos de reposição para bicicleta.

 

Nas cidades de médio porte, é possível encontrar lojas de bicicleta que oferecem assistência técnica e venda de equipamentos básicos. Ainda assim, é altamente recomendável levar câmaras extras e um kit de remendo, já que peças específicas podem ser difíceis de encontrar fora dos grandes centros urbanos.

Hospedagem

Hospedagem ao longo da rota são acessíveis e variadas. Os motéis foram minha escolha principal: baratos, limpos e amplamente disponíveis, custando entre ₩40.000 e ₩60.000 por noite (cerca de R$ 150 a R$ 220). Guesthouses e hostels estão concentrados nas cidades maiores, enquanto opções mais tradicionais, como o Hanok Stay — casas típicas coreanas — podem ser encontradas em lugares como Andong e Sangju. Para quem busca mais conforto, há hotéis convencionais e boutique hotels, embora com preços mais altos.

Um hotel sem recepção, onde você compra o quarto em uma máquina. Após o pagamento, a chave é liberada em um compartimento da própria máquina.

Um hotel sem recepção, onde você compra o quarto em uma máquina. Após o pagamento, a chave é liberada em um compartimento da própria máquina.

No percurso, a presença de motéis é constante, com preços acessíveis. Na maioria dos dias, eles foram a minha escolha de hospedagem

No percurso, a presença de motéis é constante, com preços acessíveis. Na maioria dos dias, eles foram a minha escolha de hospedagem.

O camping também é uma excelente alternativa, permitido em várias áreas públicas. Nada supera acampar gratuitamente na Coreia do Sul! Entre todos os países que já visitei, este foi, sem dúvida, o mais acolhedor para quem viaja com barraca. Os coreanos adoram acampar e aproveitam qualquer oportunidade para fazê-lo — é parte da cultura local.

Há inúmeras estruturas de camping gratuitas espalhadas por todo o país, muitas vezes equipadas com banheiros, chuveiros e áreas sombreadas ideais para montar barraca. Além disso, a Coreia do Sul é repleta de gazebos de madeira — lindos, bem cuidados e feitos especialmente para descanso. Eles estão por toda parte e, em várias ocasiões, vi pessoas acampando neles com total tranquilidade. Uma experiência que combina liberdade, praticidade e contato direto com a cultura local. Infelizmente não. levei minha barraca.

Alimentação

A comida coreana é incrível — uma explosão de sabores e uma variedade imensa de pratos, com especialidades regionais que tornam cada parada única. Mas esteja preparado: trata-se de uma das culinárias mais apimentadas do mundo!

O custo médio de uma refeição em um restaurante simples gira em torno de €10 a €15 por pessoa, valores comparáveis aos da Europa Ocidental. No entanto, é possível encontrar opções mais econômicas, especialmente nas grandes cidades, onde uma boa refeição pode sair por apenas US$5.

Um dos destaques da experiência gastronômica na Coreia do Sul são os acompanhamentos gratuitos (os famosos banchan) que acompanham praticamente qualquer pedido. E o melhor: muitas vezes você pode repetir esses acompanhamentos à vontade!

Outra alternativa prática e econômica são as lojas de conveniência, como 7-Eleven, CU e GS25, presentes em praticamente todos os cantos do país. Elas oferecem uma boa variedade de refeições prontas e lanches, geralmente por cerca de €3. Embora a qualidade não seja comparável à dos restaurantes locais, são uma ótima opção para quem está com pressa ou quer economizar. Há pratos como gimbap, arroz com carne, macarrão instantâneo, além de itens com descontos próximos à data de validade. E sempre há micro-ondas e água quente disponíveis para uso gratuito.

Orçamento

A Coreia não é um destino tão barato quanto os países do Sudeste Asiático, como Tailândia e Vietnan. Os custos são moderados no interior, mas podem ser bem mais altos nas grandes cidades.

Tudo vai depender do estilo de viagem que você escolher. Se a ideia for acampar ao longo do caminho, é perfeitamente possível e gratuito. Para quem prefere um pouco mais de conforto, hospedando-se em motéis simples ou pousadas com café da manhã incluído, o gasto diário costuma ficar entre €20 e €80.

A alimentação também varia conforme as escolhas. As lojas de conveniência ao longo do percurso oferecem uma ampla variedade de comidas prontas e embaladas, ideais para economizar. Já os restaurantes, especialmente os mais tradicionais ou localizados em áreas turísticas, costumam ter preços mais elevados. Com um pouco de planejamento, dá para equilibrar bem conforto e economia durante a viagem

O transporte é significativamente mais barato do que na Europa. Um ônibus expresso de Seul a Busan, por exemplo, custa em torno de US$ 35.

No meu caso, gastei em média US$ 25 por dia. Optei por hospedagem em motéis e as vezes comia em restaurantes .

Considerações Finais

Este post não é um guia definitivo para viajar pela Coreia do Sul — é, antes de tudo, um relato das minhas experiências, com a esperança de inspirar você a fazer sua própria jornada de bicicleta.

Para um recurso muito mais completo sobre cicloturismo na Coreia, recomendo o site Koreabybike. Ele cobra uma pequena taxa para acesso completo ao conteúdo, mas vale cada centavo. Foi extremamente útil no meu planejamento e durante a navegação por esse país incrível.

próximo post : Parte 2: está relacionada à minha viagem. Os lugares que visitei, as cidades, as vilas e todos os momentos de liberdade que desfrutei.

 

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